CITAS

El analista debe saber sin embargo ‘callar el amor’; fiel al principio ético freudiano, el de la abstinencia, se priva entonces de mirar, de hablar, de pedir, en vistas a colaborar con la construcción de un espacio subjetivo en el que el autista consiga alojar su cuerpo.

Vilma Coccoz, El analista Escudero. En AAVV. Dossier: Lo que no se sabe de la transferencia, Interrogantes: El autismo, ¿bajo transferencia?, Número 32, 2017, P4

En el autismo, corresponde al analista el inventar la maniobra que le permita instituirse como un nuevo partenaire que va a acoger las invenciones del sujeto y permitirá un registro de la letra lo más amplio posible.

Julio Gonzalez, Inventar un nuevo partenaire, En Dossier: Lo que no se sabe de la transferencia, Interrogantes: El autismo, ¿bajo transferencia? Número 32. 2017. P.8

Las nuevas formas que toma el lazo amoroso están fundadas en algo muy sólido cuando se experimenta el pasaje del amor a la pulsión.

Eric Laurent, Comentario al testimonio de Salman Silvia en El amor y los tiempos del goce. Qué responden los psicoanalistas. Colección Orientación Lacaniana. EOL-Grama, 2011. P 44

Es en este margen entre las dos dimensiones, la de la letra reiterada y la de la letra madre, donde podemos establecer una relación con el sujeto [autista] y este puede encontrar el acceso a un mundo de una literalidad más rica.

Eric Laurent, La letra y la práctica entre varios. Puntos de referencia para la practícala. En E. Laurent. La batalla del autismo. Buenos Aires. Grama ediciones. 2013. P.131

 “… Laurent salientou que a transferência não se dava pelo viés do diálogo, mas sim pela modulação da voz, acrescentando: “pelo intercâmbio da voz e do olhar”. (…) este comentário me permitiu entender porque a transferência nesta clínica (com autistas) não se dá pelo viés do sujeito suposto saber, mas sim pelas possibilidades que o analista tem de “aceitar os tratamentos possíveis do insuportável do Um da língua sobre o corpo”. Deste modo é preciso acolher o tratamento singular que cada autista deu ao seu acontecimento de corpo, o que equivale dizer acolher o tratamento que ele deu ao encontro com o Outro para que possa ampliá-lo, “permitindo um registro da letra o mais amplo possível”.

«Após este início que se apresentava para mim apenas como uma observação, pois o projeto de um tratamento não tinha sido ousado com uma criança tão pequena, ela faz um retrocesso. Nos dias seguintes seu estado se agrava. Ela está cada vez mais pálida, completamente retraída, muito triste, recusa pegar todo objeto que lhe é oferecido, brinquedo ou biscoito, e se balança sem parar. No seu rosto de velha precoce, não resta mais que um olhar desolado, patético, que ela me lança quando eu a deixo.

É este olhar que me trará de volta, que começará uma aventura analítica para ela e para mim e que me tornará analista».

* Rosine Lefort, sobre Nadia, a menina que lhe ensina muitas coisas sobre a construção do corpo e o analista como parceiro.

Rosine Lefort & Robert Lefort , Naissance de l'Autre: deux psychanalyses, Nadia 13 mois, Marie-Françoise, 30 mois. Paris. Seuil. 1980. P. 7

“A lição de Felipe é que a inclusão do psicanalista numa parceria com o autista nem sempre se dá de maneira tão traumática, embora ela não ocorra sem alguma perda.”

Suzane F. Barroso, A construção do corpo sob transferência. Em As psicoses na infância – o corpo sem a ajuda de um discurso estabelecido. Belo Horizonte. Scriptum. 2014. P. 353.

“O trabalho de análise de um sujeito autista diz respeito exatamente a esse dispositivo que o sujeito tem que construir para poder se inserir no mundo. É um trabalho que depende da invenção de cada um, mas a presença de um analista advertido e atento às particularidades da construção desses sujeitos, pode contribuir muito para que determinada construção seja uma invenção que estabilize e introduza novas chances de laço para eles.”

Cristina Drummond, O autista, seu corpo e sua voz. Em O que é o autismo, hoje? Observatório de Políticas do Autismo da EBP/FAPOL. Belo Horizonte. Editora EBP. 2018. P. 42.

 “Podemos acrescentar com a leitura dos Leforts e a partir de O Seminário, livro 23, de Lacan, sobre o sinthoma, que se trata do Um sem o Outro. O S1 sozinho, sem o S2, elucida a solidão nos autismos.”

Maia, A.M. , As crianças do Um sozinho – a loucura na infância. Latusa – Revista da EBP-Rio. Loucuras atuais, como se enlouquece hoje. n. 22. 2017. P. 119

 “As emissões verbais autísticas podem ser mobilizadas para diversas utilizações, até mesmo como tentativas alusivas à comunicação, mas além das satisfações que ele entrega, suas funções maiores são de proteção: «uma ferramenta de dissimulação ou de ataque», conforme descrito por Donna Williams. Ela contribui para guardar o controle da pseudo troca e a manter o outro à distância.»

Jean-Claude Maleval, Da estrutura autística. Revista aSEPHallus de Orientação Lacaniana, Rio de Janeiro. 13 (26). 2018. P.

 “Quando o sujeito não é mudo, ele se dedica primeiro a falar colocando o menos possível de sua presença enunciativa por intermédio de uma língua verbosa, privada ou fatual. Entretanto, por um longo trabalho, passando pela tomada de distância em relação aos duplos e se apoiando no interesse específico, o autista de alto nível consegue construir (ou liberar?) um significante-mestre que lhe permite atrelar seu gozo à sua fala, o que torna possível o advento de uma língua conectada aos afetos.”

 “O duplo é o segundo elemento que concorre para a elaboração da borda. O duplo pode ser uma pessoa, um animal ou mesmo um personagem. A ele o sujeito se cola, fazendo-lhe equivalência. Não se trata de uma identificação, mas de um transitivismo.”

 “É possível constatar […] que o encontro com um desejo encarnado tem consequências. Para Camille, indiferente a qualquer contato, cujo olhar ‘não se detém em nada’, o analista aproveitou a ocasião única de mostrar sua presença na cena do espelho, a fim de provocar a admissão, pela menina, desse tempo de reconhecimento.

Esthela Solano, Les effets d’une présence orientée. La Petite Girafe, Institut du Champ Freudien, n. 27. Dialogue avec les autistes. Paris. 2008. P. 8

«Longe de ser o que impede o trabalho com os pais de se realizar, é justamente o malentendido que o torna possível. O que propomos é que o malentendido é produzido pelo que é o princípio da instituição, como toda formação humana: frear o gozo. É esta ação que está no coração de nossa relação com os pais dos sujeitos que acolhemos.»

“Percebo que ela se posiciona sempre do meu lado e, a princípio, eu penso que seria uma estratégia dela para evitar meu olhar. Ela, ao mesmo tempo, anula e aceita, suporta minha presença.

Cristina Vidigal, Bordas sob transferência. O autismo hoje e seus malentendidos – conversação clínica de Salvador. 2013. P.51

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